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08
Dezembro
2016
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EMBRAPA CRIA COLEÇÃO DE MICRO-ORGANISMOS


Criado: 08 Dezembro 2016 | Atualizado: 08 Dezembro 2016
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Os micro-organismos da primeira coleção da unidade de pesquisa estão compostos de duas sub-coleções

Os micro-organismos da primeira coleção da unidade de pesquisa estão compostos de duas sub-coleções: uma de trabalho com 15 mil micro-organismos e uma de referência com 1.196 isolados

A Embrapa Meio Ambiente, de Jaguariúna, interior de São Paulo, implantou uma Coleção de micro-organismos de importância agrícola e ambiental contendo quase 20 mil isolados de fungos, bactérias, leveduras, arqueias e actinobactérias. A coleção apresenta, entre esses micro-organismos, os micro-organismos endofíticos (micro-organismos de vários biomas, como Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e manguezais); actinobactérias associadas a insetos (fungos celulolíticos como o Trichoderma; bactérias associadas a líquens e algas marinhas da Antártida); fungos e bactérias agentes de controle biológico; fungos pigmentados produtores de corantes e bactérias associadas aos crustáceos que são produtoras de antibióticos.
Os micro-organismos estão compostos de duas sub-coleções: uma de trabalho com 15 mil micro-organismos e uma de referência com 1.196 isolados. Na coleção de trabalho os micro-organismos foram coletados em campo nos mais variados ambientes como plantas, além de lavouras como a do eucalipto, e também em biomas como o solo da Caatinga, a Mata Atlântica, o Cerrado e até a Antártida, e preservados para estudos e testes futuros.
Conforme informações do pesquisador Itamar Soares de Melo, curador da coleção, os micro-organismos podem ser úteis para gerar novos produtos bioativos de importância na agricultura, como os herbicidas, descobrir novos genes com resistência à seca e resistência à salinidade, novos antibióticos, substâncias anticancerígenas, enzimas hidrolíticas, etc. "Como exemplo, temos o Combretum leprosum, que pode ser usado para fins medicinais, atuando como antiinflamatório, anti-hemorrágico, sedativo, e também como inseticida e herbicida" - argumenta.
"Recentemente, identificamos desse gênero um composto com propriedades anticancerígenas. Da Antártida temos os micro-organismos com tolerância a baixas temperaturas que produzem ácidos graxos poli-insaturados, importante na dieta de seres humanos, e aqueles com proteínas anticongelamento, importantes na indústria de alimentos", enfatiza Soares.
Na visão do pesquisador, a preservação é feita por meio de dois processos: ultracongelamento e liofilização e os micro-organismos podem ser usados para controle biológico, detecção de estresse hídrico, corantes e descobertas de novas moléculas para fins diversos. "É a única opção para manutenção, a longo prazo, da diversidade genética e como fonte de materiais para estudos científicos e para triagem de produtos com propriedades biotecnológicas", conclui ele.

Projeto de conservação genômica da Embrapa começa a atuar na Nigéria

Durante a última semana de março, a pesquisadora Mônica Ledur, da Embrapa Suínos e Aves, unidade descentralizada da empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, está na Nigéria, no oeste da África, para a primeira atividade do projeto "Caracterização genética molecular abrangente entre raças localmente adaptadas de aves da África Ocidental e do Brasil: criação de uma base de intercâmbio de germoplasma". O principal objetivo do projeto é capacitar uma equipe nigeriana na área de biotecnologia animal, de acordo com a agenda do governo nigeriano visando a transformação da agricultura daquele país.
A programação desta terça-feira incluiu uma apresentação na faculdade de Agronomia da Universidade Obafemi Awolowo, universidade pública com cerca de 35 mil estudantes, na cidade de Ile-Ife, a 515 quilômetros da capital Abuja. Participaram parceiros nigerianos do projeto, liderados pela professora Ofelia Omitogun.
Até sexta-feira, a pesquisadora da Embrapa ainda participa de um workshop no Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia em Moor Plantation, na localidade de Ibadan, para discutir com os pesquisadores africanos os avanços na genômica e no melhoramento de aves, desenvolvidos no âmbito da rede animal da plataforma nacional de recursos genéticos da Embrapa. Também estão previstas atividades no Instituto Internacional de Agricultura Tropical e em granjas comerciais nas proximidades de Ibadan.
O projeto faz parte da Plataforma África-Brasil de Inovação Agropecuária, instalada pela Embrapa e pelo Fórum para Pesquisa Agropecuária na África (Fara) em maio de 2010, que incentiva instituições africanas de pesquisa e desenvolvimento, sejam elas públicas ou privadas, a criar projetos direcionados ao desenvolvimento da agricultura naquele continente.


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