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08
Dezembro
2016
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AVICULTURA MANTÉM BOA EXPECTATIVA PREÇOS COM NOVA SAFRA

AVICULTURA MANTÉM BOA EXPECTATIVA PREÇOS COM NOVA SAFRA


Criado: 08 Dezembro 2016 | Atualizado: 04 Janeiro 2017
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De acordo com especialistas do setor agrícola, seguindo previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

De acordo com especialistas do setor agrícola, seguindo previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), se tudo ocorrer de forma satisfatória na safra de verão e na safrinha de milho, o Brasil poderá colher um volume de 80 milhões de toneladas do cereal. Até lá, os preços devem continuar elevados, o que motiva a avicultura a investir em eficiência alimentar para superar a falta de grãos da última temporada, que elevou o custo de ração para as aves e impactou diretamente no desenvolvimento da atividade. As tendências do mercado e as soluções para superar esse cenário foram o foco do Seminário de Eficiência Alimentar para Aves, organizado pela Alltech, referência em nutrição e saúde animal, que reuniu as principais empresas de corte e postura da região de Goiânia (GO) para debater essa temática. O desafio atual para o setor avícola está no fato de que o milho representa a principal matéria-prima para a produção. A expectativa é que os preços sejam reduzidos nos próximos meses, porém a alta deve se manter até meados de abril quando iniciar a colheita da nova safra. Segundo o gerente da equipe de Aves da Alltech do Brasil, Felipe Fagundes, entre os fatores que motivaram a situação dos insumos está o estoque baixo. “Isso ocorre porque nossa armazenagem de passagem, que é a quantia de grãos de um ano para o outro, está previsto para 5 milhões de toneladas nesse ano, o que é metade do que foi em 2015. Então o cenário é realmente de pouco cereal disponível no mercado brasileiro”, destaca. Essa análise foi debatida durante a palestra do pesquisador da equipe de grãos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), André Sanches. Como apoio para superar os impactos dos custos, a indicação é que os produtores trabalhem com a utilização de novas tecnologias que possibilitem o melhor desenvolvimento dos animais. Entre elas, a aplicação de enzimas que contribuem para o equilíbrio da qualidade da alimentação das aves e consequente redução da utilização de grãos nas rações, tema abordado pelo pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe. “A substituição de componentes da dieta pela utilização das enzimas é uma estratégia que tem se mostrado eficiente. Porém, é necessária uma avalição criteriosa de todos os elementos presentes na alimentação do animal para evitar o uso equivocado das ferramentas como esclareceu Krabbe durante sua apresentação”, explica Fagundes. Outra alternativa que vem se mostrando eficiente na produção e tem resultado na melhora da saúde das aves é a substituição de minerais inorgânicos por orgânicos nas dietas. Durante o seminário a gerente técnica da Alltech, Marlene Schmidt, apresentou os resultados do estudo realizado em conjunto com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), que mostraram que é possível suprir praticamente toda necessidade nutricional substituindo 100% dos minerais inorgânicos por 33% de minerais na forma orgânica na suplementação dos animais. “Estamos avançando a ponto de trabalhar com uma ração totalmente orgânica sem moléculas químicas. E isso favorece o desenvolvimento das aves porque na forma orgânica os minerais possuem maior absorção pelo trato intestinal, devido a sua alta estabilidade e solubilidade”, explica Fagundes. Mudanças globais O seminário expandiu o debate também para tendências mundiais sobre a crescente discussão da retirada de antibióticos da produção avícola. O tema está em evidência com a posição dos EUA de implantar o Veterinarian Feed Directive, com objetivo de acabar com a venda indiscriminada de antibióticos para nutrição e exigir prescrições veterinárias para tal. Com isso, os veterinários vão precisar confirmar que o animal está doente e elaborar uma receitar para o caso. Segundo o diretor global de aves da Alltech, Paulo Rigolin, os produtores brasileiros precisam estar atentos a essas movimentações porque em breve as determinações devem ser implantadas por aqui, tornando-se uma exigência sanitária internacional. Fonte Informações A.I

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