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14
Agosto
2019
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China  receia-se que o surto de Peste Suína Africana se transforme em epidemia

China receia-se que o surto de Peste Suína Africana se transforme em epidemia


Criado: 14 Agosto 2019 | Atualizado: 14 Agosto 2019
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Carece de investimento o controle da epizoótica peste suína africana (PSA):

"A trágica ironia da alocação de investimento para o controle de doenças zoonóticas é que a PSA, eventualmente, poderá causar tanto impacto sobre uma fonte de proteína vital na cadeia alimentar para bilhões de pessoas quanto poderia causar uma epidemia humana"

Com base na notícia Fears grow of a swine fever epidemic in China (por Chris Taylor@chrisvtaylor) do Asia Times de 15 de novembro de 2018, receia-se que o surto de peste suína africana (PSA) na China se transforme em epidemia, infectando suínos em diversas regiões e até mesmo os EUA. Um relatório da United Nations Food and Agriculture Organization Regional Office for Asia and the Pacific, expressa preocupações sobre a "virulenta tensão" dessa doença. "Há uma grande ameaça à indústria de suínos na China e à subsistência de pequenos agricultores além de outros setores ao longo da sua cadeia de valor", afirmou o estudo, "porque a carne suína é produzida e consumida por muitos países asiáticos, particularmente no Leste e no Sudeste da Ásia, desta forma, é quase uma certeza a introdução do vírus da PSA em outros países da região". Para sublinhar a gravidade da situação, esse relatório acrescentou que "não há vacina e cura para a doença"; "Na sua forma mais virulenta, é 100% fatal para os suínos infectados" e "No entanto, ao contrário da gripe suína, a PSA não representa uma ameaça direta à saúde dos seres humanos".

Segundo a notícia, a imprensa estatal da China continua a informar que a "a PSA está sob controle", embora analistas e cientistas globais considerem essa afirmação altamente improvável. "Eu permaneço muito cético em relação a qualquer noção de que a China tenha isso sob controle", disse Arlan Suderman, principal economista de commodities da INTL FCStone Financial Inc., por e-mail ao Asia Times. "[O suposto controle] Ele não se encaixa no aumento contínuo de surtos em uma ampla área. Existem muitas maneiras para que esse vírus de longa vida sobreviva no meio ambiente para declará-lo tão cedo sob controle".

No mês passado, o Ministry of Agriculture and Rural Affairs of the People's Republic of Chine anunciou a proibição da alimentação de suínos com resíduos de alimentos — também conhecido como "lavagem". O ministério da Agricultura da China culpou essa generalizada prática como causa de 57 surtos relacionados à PSA. Também anunciou a adoção de um sistema de controle para veículos que transportam aves e suínos vivos — muitas vezes a distâncias superiores a 2.000 quilômetros, segundo uma notícia da Reuters. Porém, essas declarações "pouco adiantaram para aliviar as ansiedades sobre a disseminação da PSA" para além das fronteiras da China em prejuízo de países vizinhos e, eventualmente, até mesmo para os EUA.

De acordo com a notícia do Asia Times, Christine McCracken, diretora executiva de proteína animal no Rabobank, disse em entrevista à Successful Farming, uma revista do setor, que a China luta para conter o surto. "Tudo se resume à China", acrescentou ela. "Em virtude da falta de biossegurança; o número de suínos nesse país e que metade deles são criados em quintais, quase não há como os chineses conseguirem manter a PSA sob controle". Diante disso, McCracken então alertou sobre as consequências de uma potencial epidemia de PSA. "Como eles irão alimentar o seu povo? Porque se não o alimentarem, eles terão um grande problema político. A insegurança alimentar não é uma boa receita para futuras aspirações políticas", afirmou MacCracken.

De acordo com a Statista, a China tem pelo menos 433 milhões de suínos, mais da metade da população mundial, e é uma parte crucial da cadeia alimentar humana na segunda maior economia do mundo.


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