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CHINA SUSPENDE EXPORTAÇÕES DE UNIDADE DE CARNE BOVINA DA ARGENTINA

CHINA SUSPENDE EXPORTAÇÕES DE UNIDADE DE CARNE BOVINA DA ARGENTINA


Criado: 26 Março 2026 | Atualizado: 26 Março 2026
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Bloqueio ocorreu após a detecção de cloranfenicol – um medicamento de amplo espectro usado para diversas infecções – em um dos contêineres pertencente à empresa ArreBeef.
A China suspendeu as importações da indústria frigorífica ArreBeef (planta nº 2082), uma das principais exportadoras de carne bovina da Argentina –, devido à detecção, em 19 de março/26, de resíduos de cloranfenicol em contêineres, um antibiótico de amplo espectro usado para diversas infecções e proibido para uso em bovinos (entre outros animais criados para consumo de carne) desde 1995.
A unidade afetada pela medida chinesa está sediada em Pérez Millán, distrito de Ramallo, na província de Buenos Aires, no noroeste do país.
O novo bloqueio por parte do governo de Pequim ocorre em meio a controles mais rigorosos sobre a carne bovina importada pelo país asiático, disparado o maior destino da proteína exportada pela Argentina.
Na semana anterior, a China anunciou a suspensão das atividades do frigorífico uruguaio San Jacinto, após detectar traços de fluazuron, um acaricida para gado, na carne bovina.
Segundo o jornal Clarín, a suspensão dos embarques da ArreBeef desencadeou uma investigação e um protocolo de gestão conduzido pelo SENASA (Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar), pelo Ministério das Relações Exteriores e pela Secretaria da Agricultura.
O protocolo visa esclarecer e resolver a situação, que afeta apenas um contêiner de 22 toneladas, mas está gerando preocupação em toda a cadeia produtiva argentina, conta o Clarín.

INVESTIGAÇÕES SEGUEM EM ANDAMENTO
Com base no sistema de rastreabilidade e controle implementado pelo SENASA, investigações estão em andamento e informações estão sendo cruzadas com as autoridades chinesas para entender como traços de cloranfenicol foram encontrados na carga da ArreBeef.
De acordo com a reportagem do Clarín, as hipóteses iniciais, do ponto de vista técnico, sugerem que pode ser um falso positivo ou um derivado de outra substância similar.
Em todo caso, destaca a reportagem, a estratégia de defesa do sistema agroalimentar argentino tem se mostrado uma firme oposição, baseada no sistema de rastreabilidade e controle do SENASA.
Com uma apresentação formal à China, que incluiu informações sobre o programa nacional de monitoramento de resíduos de carne como garantia de saúde e segurança, o trabalho prosseguiu durante todo o feriado prolongado na argentina.
“Agora, aguardam-se mais detalhes da GACC (Administração Geral de Controle de Antibióticos, da China) sobre o lote afetado, para que se possa estabelecer a rastreabilidade até a fazenda onde os animais foram criados – uma possibilidade que o sistema permite nesses casos“, informa a reportagem.
A expectativa é demonstrar, possivelmente até mesmo com uma viagem à China, que o incidente pode ser resolvido, como ocorreu em 2016, quando o mesmo antibiótico foi detectado em outra remessa argentina, nesse caso proveniente da Ecocarnes, relata o texto do Clarín.
Desde que a GACC determinou que não permitiria mais embarques do frigorífico da ArreBeef, os esforços diplomáticos concentram-se em dois objetivos prioritários: primeiro, limitar o caso ao contêiner específico em questão, sem afetar os embarques atualmente em trânsito para a China que foram despachados antes do dia 19/3 (data em que a suspensão para esse frigorífico entrou em vigor) e, segundo, buscar o levantamento da restrição o mais rápido possível.

EMPRESA CONTINUA OPERANDO A PARTIR DE OUTRA FÁBRICA
Segundo informa o Clarín, a suspensão da unidade de Pérez Millán está longe de ter um impacto grave sobre as operações da ArreBeef.
“Existe a possibilidade de outro abate pela CAIBER (antiga Finexcor) em Quilmes, onde a empresa pode continuar operando para embarques para a China ou outros destinos“.


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