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DEPUTADOS PEDEM AO CADE O FIM DO MONOPÓLIO DE FRIGORÍFICOS


Criado: 08 Dezembro 2016 | Atualizado: 08 Dezembro 2016
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A discussão sobre a possibilidade de monopólio do mercado da pecuária de corte de Mato Grosso do Sul ganha mais um capítulo.

A discussão sobre a possibilidade de monopólio do mercado da pecuária de corte de Mato Grosso do Sul ganha mais um capítulo.

A Comissão de Agricultura, Pecuária e Políticas Rural, Agrária e Pesqueira está requerendo do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) um posicionamento sobre a aquisição de frigoríficos por parte do grupo JBS.
Na sessão do dia 3 de maio, o presidente da comissão, deputado estadual Marcio Fernandes (PTdoB), relatou a atual conjuntura que ameaça o livre comércio da pecuária de corte no Estado. “Temos visto a redução drástica no número de frigoríficos tanto no país quanto em Mato Grosso do Sul. O mais recente episódio envolve o grupo JBS, que fez a oferta de R$ 268 milhões para a compra do frigorífico Independência. A concentração dos frigoríficos nas mãos do grupo JBS tem trazido preocupação, já que a combinação de preços seria drástica para os pecuaristas”, explicou Fernandes.
O caso envolvendo o JBS e o Independência, de acordo com o parlamentar, não se trata de fato isolado. “O grupo já mostrou sua agressividade, quando neste ano somou sete arrendamentos e aquisições de frigoríficos menores. Atualmente, o JBS sozinho detém 30% do total de 3,27 milhões de cabeças abatidas no Estado. Em Mato Grosso, o caso é mais grave, pois o grupo detém 48% da capacidade de abate. Ou seja, demonstra a evidente concentração”, acrescentou.
Verificar se existe ou não a concentração de poder econômico é competência do Cade. “Confiamos que o país tem mecanismos próprios e aplicará medidas eficazes, como forma de refrear a onda de concentração de frigoríficos nas mãos de grandes grupos empresariais. Se a aquisição do Independência se concretizar, o mercado em Mato Grosso do Sul seria dividido entre JBS e Marfrig. Aproximadamente 50 mil produtores ficarão a mercê de duas empresas”, alertou Fernandes.

Amparado

Para o deputado Zé Teixeira, vice-presidente da comissão, o problema é ainda mais profundo, visto que as aquisições têm sido subvencionadas com recursos do próprio Governo Federal, via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). “Como combater este império se o grupo JBS está amparado pelo Governo Federal?”, questionou.
Teixeira solicitou que seja encaminhado requerimento ao senador Delcídio do Amaral (PT-MS), presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), com intuito de obter informações sobre qual o investimento do BNDES ao grupo JBS.
O parlamentar também sugeriu como solução a criação de uma cooperativa. “Os produtores precisam se unir para criar uma cooperativa. Eles seriam responsáveis pelo abate do boi e venda da carne”, disse.
*Fonte: Portal do Agronegócio


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