Diversificação pode abrir marcado internacional de carne bovina
Em reunião da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte do Sistema FAEP, especialista apontou oportunidades para o produtor brasileiro.
Ainda sem previsão de retomada das exportações para países da União Europeia, e aguardando a “virada de cota” para que a China volte a comprar a carne do Brasil ainda neste mês, a Comissão Técnica (CT) da Bovinocultura de Corte do Sistema FAEP debateu o mercado internacional.
Segundo Lima Filho, 2026 tem sido um ano desafiador para a pecuária de corte brasileira, principalmente pelo esgotamento da cota de importação da China e pelas restrições europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos. O Brasil responde por 31% das exportações mundiais de carne bovina, enquanto o Paraná está entre os dez principais estados produtores do país.
Apesar da redução dos volumes embarcados para mercados afetados pelas restrições, o faturamento das exportações brasileiras aumentou. De janeiro a setembro, o país exportou 2,11 milhões de toneladas de carne bovina, queda de 1,5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita, por outro lado, alcançou US$ 12,97 bilhões, alta de 14,1%, enquanto o preço médio avançou 15,9%.
Entre as alternativas para ampliar as exportações está Indonésia, Filipinas e Vietnã como mercados a serem explorados. Japão e Coreia do Sul também foram apontados como destinos com potencial de expansão, especialmente para carnes de qualidade superior e maior valor agregado.
Para voltar a exportar à União Europeia, o Brasil precisa atender aos protocolos relacionados ao não uso de antimicrobianos e à segregação dos animais e produtos que cumprem as exigências do bloco. Ao mesmo tempo, a diversificação dos destinos é considerada necessária para reduzir a dependência de poucos compradores.
O presidente da Comissão Técnica da Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolfo Botelho, defendeu a atuação conjunta das entidades representativas e do governo federal para ampliar o acesso a mercados internacionais, com apoio das embaixadas brasileiras e dos adidos agrícolas. “É importante que o Brasil abra mais mercado, diminua o mercado chinês e não fique na dependência só da China”, disse.
Fonte: Beefpoint.com.br
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