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Missão japonesa retorna ao Brasil para avaliar sistema sanitário da carne bovina

Missão japonesa retorna ao Brasil para avaliar sistema sanitário da carne bovina


Criado: 23 Janeiro 2026 | Atualizado: 23 Janeiro 2026
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Desde o ano passado, quando o Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal, como País livre de aftosa sem vacinação, o setor de carne bovina tem a expectativa de acessar o mercado japonês. Havia a perspectiva de que essa autorização viesse ainda em 2025, porém, não se concretizou. No ano passado, os japoneses abriram o seu mercado apenas a produtos à base de gordura de aves, suínos e bovinos brasileiros.

Em princípio, assim como ocorreu no último ano, os técnicos japoneses devem visitar unidades frigoríficas dos estados da região Sul do Brasil para verificar procedimentos de inspeção. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os primeiros a receberem o status de livre de aftosa sem vacinação. De acordo com a Abiec, no entanto, o governo brasileiro está em tratativas para tentar ampliar a agenda para outros Estados.

No passado, esse foi um ponto de descontentamento de associações pecuárias de importantes Estados produtores, como Mato Grosso — detentor do maior rebanho bovino nacional
O Japão é considerado um dos mercados mais exigentes do mundo para a carne bovina, tanto sob o aspecto sanitário quanto em termos de qualidade.

Sétimo maior importador global do produto, o País compra cerca de 700 mil toneladas de carne bovina por ano — volume que corresponde a aproximadamente 57% do consumo interno, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Atualmente, o abastecimento do mercado japonês é dominado por Estados Unidos e Austrália.

Dados do Bank of America mostram que o consumo per capita no Japão é de cerca de 6,9 quilos por ano — aproximadamente cinco vezes menor do que nos Estados Unidos, onde a média chega a 35 quilos anuais.

Embora não represente grandes volumes, o mercado japonês é estratégico pelo elevado valor agregado. Ainda conforme o USDA, o País paga até 29% a mais pela carne premium, o que pode gerar ganhos relevantes para produtores e frigoríficos brasileiros.

Fonte:agroestaçao


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