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UE-Mercosul negocia 'convite' a outros acordos: grupo de carne bovina no Brasil

UE-Mercosul negocia 'convite' a outros acordos: grupo de carne bovina no Brasil


Criado: 11 Julho 2019 | Atualizado: 11 Julho 2019
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Um acordo comercial entre a União Europeia e o bloco de países do Mercosul na América do Sul poderia facilitar outros acordos e abrir novos mercados para a indústria de empacotamento de carne do Brasil, disse um grupo de comércio.

Falando uma semana depois que Bruxelas e Brasília anunciaram um acordo para reduzir barreiras em produtos industriais e agrícolas, Antônio Camardelli, presidente da Abiec, disse que o acordo pode abrir caminho para negociar o acesso a novos mercados ou expandir o comércio com parceiros já existentes.

"Um acordo dessa magnitude é como um cartão de convite para falar com outros países e blocos comerciais", disse Camardelli.

Ele mencionou a Indonésia e a Tailândia como possíveis novos mercados para o Brasil, o maior exportador de carne bovina do mundo, com vendas de cerca de US $ 7 bilhões no ano passado.

Embora a Europa não seja o maior comprador do Brasil, é o cliente mais bem pago do país por alguns cortes nobres de carne bovina, disse Camardelli.

Camardelli disse que o acordo aumenta as perspectivas de mais vendas brasileiras de carne bovina para a UE, já que detém 42,5% da nova cota anual de 99.000 toneladas de carne bovina exportada para os países membros da UE que serão destinados ao Mercosul. O imposto sobre a nova cota será de 7,5%.

A cota anual é para Argentina, Uruguai e Paraguai, assim como para o Brasil.

Os novos termos de comércio, uma vez implementados, também reduziriam a zero de 20% o imposto sobre as importações de carne bovina na UE sob a chamada cota Hilton. Essa cota permite que o Brasil e a Argentina exportem até 10 mil toneladas de carne bovina e 29,5 mil toneladas de cortes de primeira qualidade para a UE por ano.

Com exceção dos termos do Hilton, o acordo UE-Mercosul não altera nenhuma outra tarifa da UE, disse Camardelli, referindo-se aos impostos variando de 12,8% a 20% que o Brasil paga para vender carne bovina na UE sob outras cotas ainda em vigor. Lugar, colocar.

Mas Camardelli espera que o acordo também permita as vendas brasileiras de cortes de menor valor para a UE, que tarifas anteriormente mais altas desencorajaram. Esses cortes poderiam ser comprados principalmente por processadores de alimentos da UE, disse ele.

As exportações brasileiras de carne bovina para a UE nos últimos 10 anos totalizaram 120.000 toneladas por ano, segundo dados do governo compilados pela Abiec.

A Abiec reiterou que as exportações totais de carne bovina devem subir 10% tanto em volume quanto em termos financeiros em 2019.

Fonte: Reuters


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