EUA podem importar carne bovina da Argentina para conter preços no país
A Argentina é uma fonte relativamente pequena de importações de carne bovina, e potenciais aumentos não alterariam significativamente a oferta geral de carne bovina nos EUA”. Essa é a opinião do professor Derrell Peel, um experiente analista do setor de carne bovina nos EUA, que concedeu entrevista ao portal da revista norte-americana Drovers (que faz a repercussão das declarações do presidente Trump sobre a possibilidade de elevar a compras de carne bovina argentina para conter a disparada da inflação local
Ele acrescenta: “Não parece que o aumento das importações de carne bovina da Argentina teria impactos significativos nos preços da carne bovina nos EUA. No máximo, poderia ter um impacto muito leve (e provavelmente imperceptível) de moderação dos aumentos futuros esperados nos preços da carne moída”.
Segundo o analista, a Argentina é a nona maior fonte de importação de carne bovina dos EUA, respondendo por cerca de 2,1% do total das compras de carne bovina dos EUA nesta parcial de 2025.
As importações de carne bovina argentina dos EUA têm crescido nos últimos anos e aumentaram 41,7% em relação ao ano anterior (dados até julho/25), informa a drovers Ainda de acordo com a reportagem, a Argentina é o sexto maior produtor e o quinto maior exportador mundial de carne bovina, respondendo por 6% dos embarques globais da proteína.
A produção argentina de carne bovina representa cerca de 27% da oferta total de proteína dos EUA”, informa Peel à Drovers.
Nos últimos anos, as exportações de carne bovina argentina têm crescido, com a maior parte das vendas para a China, Israel, a UE e os EUA, acrescenta ele. Peel afirma à Drovers que não está claro quanta capacidade existe atualmente na Argentina para aumentar as exportações de carne bovina.
O consumo doméstico de carne bovina na Argentina representa de 70% a 75% da produção total de carne bovina do país. “Se, por exemplo, os EUA dobrassem as importações da Argentina em relação aos níveis de 2024, isso provavelmente ocorreria principalmente às custas do consumo interno do país ou em outros mercados de exportação de carne bovina argentina”, explica Peel.
Ele reforça: “Tal aumento nas importações da Argentina teria um impacto insignificante na oferta total de carne bovina no mercado norte-americano”.
A maior parte das importações de carne bovina argentina é de carne bovina magra processada, utilizada na produção de carne moída. Essa carne é bastante semelhante à carne importada do Brasil, observa Peel.
“As importações da Argentina representam menos de 10% das importações do Brasil” , compara ele, citando os dados atuais. “O aumento das importações da Argentina teria um impacto muito pequeno na compensação da redução nas importações do Brasil esperada devido ao forte aumento das tarifas sobre o Brasil
Fonte:dbo
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